Chico Bento Moço + Resenha

16:25:00


Monica, Magali, Cebolinha, Cascão, Marina, Franja, Cascuda entre outros personagens que fizeram nossa infância, assim como nós, cresceram, e, bem... Mudaram.

Mauricio, cartunista brasileiro, os desenvolveu no ano de 1959, e leva a Turma como carreira e prazer até hoje. 
Ironicamente, os primeiros personagens da Turma da Mônica a serem publicados foram Bidu e Franjinha. Os demais vieram logo na sequencia. 

Turma da Mônica (revista).jpg
Capa da primeira revista com título antigo

Turma da Mônica Jovem.jpg
Capa da primeira edição da Turma da Mônica Jovem 
em Agosto de 2008

Turma da Mônica Jovem - Nº 60
Capa da última edição da Turma da Mônica Jovem
publica até o momento.

Mas em todas estas indas e vindas dessa turma, particularmente, eu continuei a ler os gibis infantis por um único motivo: Meu personagem favorito não havia crescido
Fiquei muito triste quando descobri que o Chico Bento não havia entrado neste círculo "Jovem". Aquele sotaque caipira, aqueles pés descalços, o ramo de trigo na boca e o chapéu de palha na cabeça me eram muito divertidos. Lembro que passava horas e horas lendo as divertidíssimas atrapalhadas do Chico e de seu primo, Lelé. 

Mas ao que tudo indica, isso mudou, e eu já tive o imenso prazer de desfrutar dessa mudança, completamente radical. Chico Bento ficou Moço. 

Capa da primeira edição do Chico Bento Moço,
publicado em agosto de 2013.


Resenha: O novo gibi vem com todas as características da Turma da Mônica Jovem. Personagens jovens, cheios de vida e em versão mangá ocidental preto e branco. 
Logo na primeira página nós podemos ver uma espécie de tutorial sobre os personagens da história, como idade, estado atual da vida e seus planos para o futuro, como faculdade e relacionamentos. 

Chico Bento nesta primeira edição já tem 18 anos de vida e tem sua vida mudada completamente quando sofre o êxodo rural, saindo da roça e indo morar na cidade por estar indo atrás de seu sonho, que é ser um engenheiro-agrônomo. 

Cuidado: O texto a seguir pode conter spoilers

A história mesmo em si começa com o Chico ordenhando a Maiada, a vaca leiteira da fazenda, com aquele lindo sotaque caipira: "Ara! Vamo, Maiada! Num tenho a vida toda pra mor di pajeá ocê...". Maurício conseguiu toda a minha atenção e admiração neste exato momento. O Chico cresceu mas não perdeu suas raízes, o que foi muito bonito, por causa de uma lição de moral que o mesmo da em um determinado momento do gibi. Uma parte que, não riam, mas me fez chorar.

Chico Bento ainda continua namorando com a Rosinha, que na história tem 17 anos e sonha em ser uma futura Veterinária. Rosinha se tornou uma mulher muito bonita e ao que parece, bastante independente. Mas tem uma coisa que ela não perdeu: As trancinhas. 

Eu não queria ter que tocar no assunto, mas eu achei que vocês mereciam saber. Agora, já crescidinho, o Chico esta com todo um ar de sensualização e garanhão. Anos e anos na roça fizeram dele um homem forte e viril, mas sem deixar de lado todo o charme infantil. 

As coisas começam a mudar no dia em que eles chamam de "o dia", que é quando descobrirão se passaram para a universidade ou não. Infelizmente a Turma do Chico Bento tem opiniões diferentes, o que é bom, fazendo com que se dispersem. Então o manga do jovem rapaz vai ser mais voltado para ele mesmo e sobre sua vida na cidade grande. 

Pelo fato de todos os personagens antigos serem mantidos nos gibis atuais, os "anti-heróis", assim dizer, também vão fazer parte da trama. E logo no inicio da história nos é apresentado o Genesinho, filho do coronel, que só cresceu mesmo em tamanho e arrogância, continuando o mesmo chato e metido a riquinho, e agora depois de grande, a história fez com que abordasse o tema Bullying. Então é ai que entrou aquela parte emocionante que me fez chorar. Não vou entrar em muitos detalhes para que vocês possam correr nas livrarias e bancas e adquirir o exemplar de vocês. 

Mauricio também falou sobre vários temas bastante interessantes neste gibi/manga. Falou sobre família, amizade, responsabilidade, união, afeto, credo e muito mais. Ele também abordou o tema de preservação ambiental com todo um toque de sentimentalismo, que fez com que eu parasse e refletisse um pouco mais sobre as coisas. 
E como não podia faltar em um gibi brasileiro, nosso folclore também foi ricamente representado nas páginas da história. 

O que mais eu posso dizer? Afinal, é Mauricio de Sousa.

  



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