As inesquecíveis mulheres da literatura | 08/03 - Dia Internacional da Mulher

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Frauentag 1914 Heraus mit dem Frauenwahlrecht.jpgO Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. O Dia Internacional das Mulheres e a data de 8 de março são comumente associados a dois fatos históricos que teriam dado origem à comemoração. O primeiro deles seria uma manifestação das operárias do setor têxtil nova iorquino ocorrida em 8 de março de 1857 (segundo outras versões em 1908). O outro acontecimento é o incêndio de uma fábrica têxtil ocorrido na mesma data e na mesma cidade. Não existe consenso entre a historiografia para esses dois fatos, nem sequer sobre as datas, o que gerou mitos sobre esses acontecimentos.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.


Como não amar a mulher contemporânea, não é mesmo? Foi pensando nisso que o S&E decidiu trazer aqui grandes nomes da Literatura Mundial. 

Vamos começar um pouco longe, no ano de 1007, quando o primeiro romance do mundo estava sendo escrito, pasme, por uma mulher, Mirasaki Shibiku. A estória narrava a jornada de um Príncipe em busca de sabedoria e amor.

Outra mulher poderosa na literatura foi, sem dúvida alguma, jane Austin, que viveu entre o fim do século XVIII e o início do século XIX. Mesmo sem se mostrar militante, Jane incutia em seus livros ideais de liberdade feminina, sempre nos trazendo personagens fortes, cultas e determinadas, sem deixar que o poderio do homem as abatessem. Podemos dizer que o maior exemplo de feminismo da autora é da personagem Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito. 

Não paramos por ai. Existem outras milhares de icônicas figuras feministas que podemos citar aqui, entre elas Ema Bovary (Madame Bovary, 1856), Capitu (Dom Casmurro, 1899), Clarissa Dalloway (Mrs. Dalloway, 1925) e até mesmo Lolita (Lolita,1955) sendo duas dessas escritas por homens e a terceira por Virginia Woolf, que foi outra grande representante das mulheres no âmbito literário, chegando a assumir o papel de editora.

Em 21 de de abril de 1930, Hilda Hist - ficcionista, poetisa e dramaturga -, foi considerada pela crítica como uma das maiores escritoras do século XX. Clarice Lispector, pertencente ao movimento modernista de 45, é ainda hoje considerada um dos grandes nomes da prosa brasileira. Rachel de Queiroz tornou-se, em 1977, a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras. E outras mais, como Eloisa Buarque e Ana Maria Machado, que desde 2003 ocupa a cadeira numero um dentro da Academia Brasileira de Letras.

Então finalmente chegamos em 1997, ano em que a escritora J. K. Rowlling lança seu primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal. Ela correu um grande risco em publicar algo do gênero, principalmente sendo mulher. Um fato curioso é que seu editor sugeriu que ela utilizasse apenas suas iniciais ao invés de assinar o nome completo, pois isso poderia fazer com que os meninos não se sentissem atraídos pela estória, pois poderiam pensar ser coisa de menina. Mas enfim, o fato é que, uma mãe solteira e desempregada se tornou a primeira pessoa bilionária vendendo livros. J. K. Rowlling abriu inúmeras portas para que pessoas de todo o mundo pudessem fazer o mesmo. Depois de ter entrado de cabeça na literatura fantástica e enfrentado um mundo de preconceitos, o século XXI veio recheado de escritoras do gênero, entre elas podemos sitar Stephenie Meyer, Suzanne Collins, Gillian Flynn, Veronica Roth, Cassandra Clare, Cornelia Funk, Cressida Cowell, e muitas outras.

Então é isso, mais que um parabéns para todas vocês, um imenso obrigado por trazerem a sua imaginação, força e determinação para a literatura que temos hoje em dia. Também gostaria de aproveitar e agradecer imensamente a todas as nossas autoras nacionais que nos trazem tanta alegria (e alguns sofrimentos as vezes): Lycia Barros, Paula Pimenta, Carolina Munhoz, Fernanda Torres, Thalita Rebouças, Bruna Vieira, Tammy Luciano, Renata Ventura, Cris Lasaitis, Giullia Moon, Georgette Silen, Carina Rissi, Cristiane Broca, Larissa Siriani, Samanta Holtz, Keila Gon e tantas outras.

Um beijo e um abraço para você mulher.


Att,
Vitor Iury Neves

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