Resenha: As Crônicas de Gelo e Fogo - A Fúria dos Reis - George R.R. Martin

12:25:00



Resenha: Em 'A fúria dos Reis', o segundo livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, além dos combates que se estendem por todos os lados, o perigo agora também chega pelo céu, quando um cometa vermelho como sangue surge ameaçadoramente. Uma terra onde irmão luta contra irmão e a morte caminha na noite fria, nada é o que parece ser, e inocência é uma palavra que não existe. Quando os reis estão em guerra, a terra toda treme!

  1. As Crônicas de Gelo e Fogo - A Guerra dos Tronos (2010)
  2. As Crônicas de Gelo e Fogo - A Fúria dos Reis (2011)
  3. As Crônicas de Gelo e Fogo - A Tormenta de Espadas (2011)
  4. As Crônicas de Gelo e Fogo - O Festim dos Corvos (2011)
  5. As Crônicas de Gelo e Fogo - A Dança dos Dragões (2012)

Uma coisa que eu sempre digo aqui para vocês, é que eu adoro quando os livros, que são sequência, começam exatamente onde seu antecessor termina. Por que é realmente muito comum vermos em série de livros e até mesmo em trilogias, o livro sucessor começar sabe-se lá quanto tempo após o final do seu antecessor. Para mim esse tempo perdido, que é entre um e outro, fica muito vago. Sabe? Uma incógnita. A última trilogia que eu li e que eu fiquei com essas perguntas, foi Jogos Vorazes. O que aconteceu entre o livro 1 e 2? E entre o 2 e 3? Nós tiramos uma base, claro, mas mesmo assim fiquei cheio de perguntas.

Atenção: O texto a seguir pode conter spoilers do livro A Guerra dos Tronos.

Enfim, voltando aqui. O primeiro ponto positivo de A Fúria dos Reis, para mim, foi esse detalhe. Ele começa exatamente onde A Guerra dos Tornos termina. Bem, como de costume, todos os livros de Martin têm capítulos dedicados a um personagem específico, e nesse segundo livro são: Aria, Bran, Tyrion, Sansa, Jon, Catelyn e Theon. Certo então. Eu já comentei com vocês que eu achei essa premissa de narrativa sensacional. Mas uma coisa que nós precisamos entender, por que para algumas pessoas realmente ficam meio confusas, é de que as coisas estão acontecendo em lugares completamente diferentes uns dos outros. Como vocês sabem, ou não, são sete reinos, e cada um desses personagens esta em um desses reinos, ou indo para ele e por vezes até transitando entre os mesmos. Só fiquei um pouco decepcionado por que esse livro não tem tantos capítulos dedicados para o Jon, que é um dos meus personagens preferidos. Tadinho. Eu li um spoiler sem querer na internet sobre ele.. Coitado do Jon. Enfim, ele esta indo junto com a Patrulha da noite para o norte investigar esse povo misterioso que habita lá, e fico na expectativa se terá mais sobre ele no livro 3.

“Bastava proibir-lhe alguma coisa, e isso tornava-se logo o maior desejo de seu coração.”

Pois bem, o livro começa de fato com um cometa passando por Westeros, dai a história vai narrando várias coisas que estão acontecendo simultaneamente. Coisas um pouco tensas. Mas o legal mesmo desse segundo livro, é o fato do Martin nos contar com quantas andam os filhos do Ned Stark depois que ele bateu as botas no primeiro livro. Confesso que eu chorei um pouquinho com a morte dele. Só um pouquinho. Cada um dos filhos foi pra um canto de Westeros e coisas terríveis acontecem com eles. Só Jesus na causa. E essas coisas nos deixam realmente estatelados de surpresas. Tem muita reviravolta de história aqui gente. Vocês não fazem ideia.

Há, me esqueci de falar no início, mas a Daenerys também aparece nesse livro, bem pouco, uma pena, mas aparece. E toda vez que ela da o ar da graça a história fica sensacional. Em determinado momento ela esta indo para a Casa dos Imortais, e a narrativa desse capítulo é simplesmente uma coisa de louco. Foi uma das melhores narrativas desse livro todo. Vale a pena ler o livro só por causa desse capítulo. Sério.


“Amor é veneno. Um doce veneno, sim, mas mata do mesmo jeito.”

Bem gente, o que eu posso dizer a respeito desse livro como um todo?! Eu fiquei muito empolgado em ler logo esse segundo para enfim poder pegar o terceiro, que dizem ser o melhor dos cinco publicados até agora. Mas eu não sei se foi só comigo, mas eu achei esse livro um pouquinho paradão. Se bem que Martin não é conhecido por ter pressa em contar suas histórias, não é mesmo!? Então se você pensou que, por causa desse título, veria batalhas sangrentas durante todo o decorrer da história, respira fundo e vai com fé, e paciência. O máximo que esses reis fazem é um jogo de gato e rato bem tenso até quase a metade do livro. Mas isso não quer dizer que o livro seja ruim, muito pelo contrário. Martin é conhecido por escrever de uma maneira tão boa, tão real, que consegue fazer todos os seus livros estarem acima da média. Então se você desanimou quando eu disse que o livro era parado, se anime por causa do terceiro, por que eu senti que tem muito texto bom e com histórias importantes para o seu livro sequencial, A Tormenta de Espadas.

“Olhamos as montanhas e dizemos que são eternas, e é o que parecem ser… Mas, no correr do tempo, montanhas erguem-se e ruem, rios mudam de curso, estrelas caem do céu,  e grandes cidades afundam-se no mar. Pensamos que até os deuses morrem. Tudo muda.”

NOTA: 4.0 

Att,
Vitor Iury Neves

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